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Set 9, 2016

Narcos

written by Bárbara
in category Films & Series

Sempre fui grande fã de obras inspiradas em factos reais. Se calhar porque fico a acreditar mais na produção e porque talvez seja um desafio maior para os actores.
É algo que faz parte da história e parte do que nós somos. É talvez algo que marca ainda os dias de hoje e fico a pensar se determinada situação não tivesse acontecido no passado, como estaríamos agora? Que mudanças teria sofrido o mundo, ou não teria sofrido mudanças de todo?

Tal como sou com os livros, sou com as séries e os filmes: chata. Encontrar algo que me prenda é mais ou menos difícil. Não que seja uma grande entendedora do assunto, ou que perceba imenso de literatura ou cinema. Mas tem de ter um certo je-ne-sais-quoi na história e nos personagens que me faça fazer todas estas questões em relação à nossa existência.

Tudo o que “Narcos” me fascinou na primeira temporada, consegue superar na segunda.

Talvez porque me tenha apaixonado pelo Wagner Moura logo em “Paraíso Tropical” (que nem me lembro muito bem da história, mas contracenava com Camila Pitanga e o genérico é de Maria Bethânia e isso chega) e depois mais uma vez em “Tropa de Elite” – por isso a sua representação de Pablo Escobar está tão espetacular e ao mesmo tempo não é surpresa nenhuma.
Depois há o Boyd Holbrook que é tão bom ator como giro e é tão giro como a sua voz radiofónica. E o resto do elenco por aí fora…

Narcos apresentou-me também a Rodrigo Amarante, que se torna completamente hipnotizante em “Tuyo” o tema de abertura da série. É uma espécie de Chet Faker brasileiro, um clássico singular.
E por falar em abertura de série, podia fazer crescer mais uns 4 ou 5 parágrafos em como o genérico está espetacular e ontem até constatei que a escolha da font foi a acertada.

A história de Pablo Escobar é todo um mistério, é uma história sobre a verdade e a mentira, sobre poder e liderança, sobre família e lealdade. É a história que ainda vivemos 23 anos depois da sua morte.

 

 

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